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EFEITOS DO ESTREITO DE HORMUZ CHEGAM EM ANGOLA
29/05/2026

As inúmeras filas de viatura que começaram a se instalar nos postos de abastecimento de combustível em Angola, constitui um choque ou seja a rotura causada na paralização do fornecimento de petróleo no Estreito de Ormuz que começou a ser sentido directamente em todo território angolano. Para além da subida e da escassez de combustível e gás de cozinha, a consequência, bem como a subida de preços de toda cadeia de produtos e serviços, não isenta a consequência mais visível que se regista nas longas filas de viaturas nos postos de abastecimento de combustíveis.
Apesar de muitos países ainda não terem a demanda acrescida porque têm os seus estoques de combustível, na realidade também pagam mais caro para garantir abastecimento. Entretanto, os especialistas alegam que para os países que possuem estoques, esse alívio é temporário. Traders já alertam que um ajuste severo está a caminho.
Com o bloqueio a alcançar à nona semana, a chamada destruição da demanda que começou em sectores menos visíveis, como o petroquímico começa a se espalhar, de forma silenciosa, para mercados do dia-a-dia em todo mundo.
A demanda global já enfrenta uma queda de 5,3 milhões de barris por dia neste trimestre, e uma interrupção de 12 semanas em Hormuz levaria o Brent Dated, principal referência física mundial, acima do recorde deste mês, para US$ 154 por barril, segundo a consultoria FGE NexantECA.



