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POLÍCIA DE TRÂNSITO DESGASTA PACIÊNCIA DOS AUTOMOBILISTAS COM MAIS DE CEM OPERAÇÕES POR SEMANA.
29/05/2026

Quem conduz em Angola, principalmente na cidade de Luanda, certamente tem sido abordado pelos agentes da polícia de trânsito por meio das suas operações, caracterizadas com o perfilhamento de cones e outros artefactos que inviabilizam as escassas vias onde ainda é possível circular.
Os episódios realizados pelos agentes de trânsito dos municípios da Samba, Maianga, Ingombotas e Rangel, logo pela manhã, ou geralmente ao final de uma jornada de trabalho, na conhecida “estrada do Rocha Pinto, Ilha de Luanda, Aeroporto 4 de Fevereiro, Avenida Brasil” e nas outras vias da cidade capital, parecem contagiar todo país, onde em cada cem metros de circulação, os automobilistas são constantemente abordados pelos agentes de trânsito que geralmente ficam indiferentes quanto à necessidade de procederem a gestão para viabilizar o normal fluxo de circulação rodoviária.
Indiferentes a realidade que os cidadãos vivem, as exageradas operações realizadas pelos agentes da polícia de trânsito aumentam às acrescidas dificuldades vivenciadas diariamente pelos automobilistas.
O argumento da fiscalização parece só ter razão de ser para os automobilistas que não têm nenhuma instituição que defende os seus direitos.
As excessivas vias esburacadas danificam os pneus, os amortecedores, a poeira abundante, danifica os filtros, e outros componentes dos carros e causa a necessidade da lavagem diária das viaturas, obrigando os utentes a terem de realizar manutenções correctivas regularmente.
As péssimas condições das infraestruturas, no caso as estradas, e de igual forma as péssimas condições ambientais, fazem com que, em Angola, uma viatura nova que geralmente faria a revisão de manutenção preventiva aos cinco mil quilómetros, deve fazer a referida revisão em cada dois mil quilómetros.
É evidente que, perante a indiferença institucional, onde o silêncio e aplaudir a tudo que os chefes dizem funciona como critério de falsa competência, faz com que a consciência pública tenha a percepção que às situações aqui referenciadas, certamente proporcionam benefícios para alguns poucos privilegiados.



